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July 07 QUERIDO ESTRANHOQuerido estranho
Não olhe diretamente nos meus olhos
Mas se olhá-los
Não os faça chorar
Não beije insaciavelmente meus lábios
Mas se beijá-los
Não demore
Mas se demorar
Me ame
A.T.E.
(Thyago Charme)
June 24 VIGILANTESCalejo minhas mãos aos rabiscar em papéis vãos meus ávaros sentimentos
É como se o vento vasculhasse toda minh'alma e como uma coruja louca vigiasse com calma a insustentável leveza do amor
V.O.A. (Thyago Charme) May 26 NOTAEm 2004 participei do XIII Concurso Internacional Literário e por sorte fui um dos contemplados. "Fútil" foi um dos meus poemas agraciados no livro-coletânea Humano, humano demais e dividiu espaço com outros poemas de autores brasileiros e latinos. Orgulho meu do ano passado. QUEM QUISER ADQUIRIR O LIVRO POR R$ 16, é só mandar-me um email para thyagocharme@gmail.com ou deixar comentário por aqui mesmo. ABRAÇO À TODOS E OBRIGADO PELAS VISITAS.
Esta é a capa de Humano, humano demais R$ 16,
FÚTIL...E a porta fechou-se O que era gelo tornou-se água...e pingava A luz nem piscava O que era vidro tornou-se madeira E o reflexo no espelho só mostrava o vento As nuvens eram mais fortes que o Sol E tornavam o dia em noite A escuridão era imensa Não haviam folhas para caírem Nem flores para embelezar Quanto menos neve para gelar E a casa que antes houve, a terra apoderou-se E a Terra que até então existiu, com o Apocalipse sumiu... ...E tudo é profecia
A.V.E.U.P. May 25 UM MOMENTODeixe-me calar a boca dos desatentos Acariciar os lábios dos apaixonados E ficar solitário Na rejeição da vida
Deixe-me ferver em águas claras Congelar no leito da solitária E buscar sentido Para toda essa revolta...essa revolta
E.M.R. CONVERSA SÉRIAOnde foram parar teus olhos Tuas lágrimas que não mais vejo, desejo Teu sono que não mais sinto Tua dor que não mais perturba
Onde foi parar teu esterismo Tua vontade de gritar, mandar Tua saudade para matar Teu lugar onde vagar
Onde foram parar teus instintos Teus olhares e dores, cores O preto e o branco aos arredores
Onde ficaram teus sentidos Tua boca, louca Tua nudez exagerada, insensata
D.O.A.S. May 11 ESCURIDÃOE agora Fechamos os olhos Por alguns instantes Para descansarmos Nossos sentimentos Colocarmos em dia Nossas pálbebras E choramos rios De sofrimento May 07 SEGUNDO DOMINGO DO MÊS DE MAIOQuando acordei De um longo descanso No conforto de um ventre Fiquei com a primeira impressão de tranquilidade Olhos que me acolheram, Boca que me lambusou, Mãos que me sentiram, Abraço que me aqueceu... E no decorrer dos anos As horas parecem não passar Cada vez que a vejo
É sempre um novidade pra mim A papinha que me saciou, O peito que me deleitou
Nossa! Toda guerra que enfrentou Foi por mim Por meus irmãos Por teus filhos
Este é somente Um simbólico dia De todos Os quais tu és importante
M.M.
May 06 SUJEITOSe a intensão Tivesse nexo Não seria este meu sexo Nem o teu Nem o de ninguém Por muito vis De tortura a olhar Imenso anis
Se a intensão fosse sexo Não o faria sem nexo Sem o teu Sem ninguém E mesmo Sem ser alguém Mais suspeito Sem o respectivo peito Para deleitar-me Ser sujeito
May 05 LABIALNão cale minha boca Como quem tampa um refrigerante Pois nela estão Os gases mais sufocantes De um ósculo Profundamente delirante LAMASe meu choro fosse tão alto Capaz de trincar redomas de vidros Usaria outro sentimento Que não fosse tão explícito Fecharia os olhos Para que não tivesse visto A cara dos humanos Tão enfermos E tão estranhos Mas como tão alto chorei Não suportei A lama que desfilava em meu rosto E a surdez Exarcebada de novo Lástima e fulgas.
L.S.C.L. April 29 DESCONHECIDOSUm breve clarão ofuscava os olhos de alguém, de algum estranho. Um estranho que havia entrado e sentado à poltrona de meu estúdio fotográfico. E todos os dias entravam e saiam. Eram pessoas. Adultos, crianças, jovens... Dialogavam mesmo o momento sendo monótono. Às vezes os encorajava a responderem minhas perguntas que se escondiam em repletas ousadias. Ousado? Com adultos, é claro. Entravam e saiam. Nem sempre sabiam meu nome. E de muitos eu esquecia. Mas estavam ali: entrando e saindo. Eram estranhos, mas muito eu sabia de suas vidas. Alguns relacionamentos até chegavam a ser sérios. Com diálogos profundos, beijos, gozo... Eram estranhos. Eram estranhos... E eu, pra eles? H.A.C.P. April 28 ACASOSHá momentos em que um simples acidente de olhar define seu medíocre futuro. SUSPEITOSHá meras coincidências na vida? Destino... O que sabemos sobre destino? Pra quem não sabe, somos vigiados vinte e quatro horas por dia! Há um olho a nos perseguir nos vagos instantes do universo vital. Nos condenando, nos absolvendo... Gentis sobre culpas ferrenhas. E negamos, descaradamente, a cumplicidade de todo o mal. CADA COISA COM SEU RESPECTIVO CÓDIGOSão sempre tão incógnitas as coisas as quais nos deparamos dia-após-dia. Parecemos estar sempre tão despreparados. No entanto, somos claros e reflexivos o que nos faz ter total "jogo de cintura". Amar, pecar, insandecer, incendiar, molhar, beijar, matar... A busca pelos segredos que a vida nos impõe é a arma para iconizarmos os atos mais representativos em nossa leveza vital e desvendarmos, de uma vez por todas, o código das coisas |
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